
Os generais desembarcam dos seus botes. Bem servidos de armas brancas, homens brancos invadem outros povos. Ásia, África, Américas. Não há terra que não tenha sido pisada pelas botas destes capitães.
A submissão é a atitude mais coerente. Armas de fogo fazem a sua justiça. Rios de sangue misturam-se com rios de lágrimas que se fundem num mar de desespero.
Escravidão. O homem de pele branca impõem-se aos homens cujo tom de pele não atinge o branco de pureza e santidade; o branco limpo e imaculado (como se algum homem fosse perfeito).
Os generais. Os capitães. Os “soldados de Deus” violam tudo e todos por onde passam a pretexto de instruir as tribos, os povos, as civilizações que vivem sob a mira do diabo. Espalham a democracia e o cristianismo e, entretanto, deixam as suas marcas nos rostos de crianças que espelham o desgosto e a tortura de seus pais.
Homens mandam e desmandam numa terra onde não nasceram. Afrontam e castigam os donos da terra até que o inevitável acontece – os verdadeiros senhores da terra revoltam-se contra seus “donos” e o resultado é revolta.
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